Semana Nacional de Trânsito

Tema 2006

Semana Nacional de Trânsito - VOCÊ E A MOTO: UMA UNIÃO FELIZ - Tema 2006

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro compete ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelecer, anualmente, os temas e os cronogramas das campanhas de âmbito nacional, em especial, a Semana Nacional de Trânsito, de 18 a 25 de setembro.

Em função do aumento da frota de motocicletas no Brasil e, conseqüentemente, o número de vítimas fatais envolvendo motociclistas, o tema deste ano é “MOTOCICLISTA” e o slogan criado é “VOCÊ E A MOTO: UMA UNIÃO FELIZ”.

Tal slogan foi criado com a finalidade de transmitir uma mensagem positiva, remetendo à importância do convívio social cidadão entre motociclistas e demais usuários do espaço público.

Você e a moto: uma união feliz.

A liberdade de andar sobre duas rodas se assemelha à do uso da “calça velha azul e desbotada” da antiga propaganda, criada para dar leveza e desembaraço ao caminhar do ser humano. O sentimento de “voar leve à toa” da gaivota da canção é sentido no toque ágil e desenvolto da motocicleta se movendo no trânsito, no balanço da linha tênue que separa a vida da morte.

A comemoração da Semana Nacional de Trânsito que ocorrerá de 18-25 de setembro lançará luzes sobre as mais de 7,4 milhões de motocicletas1 que circulam nas cidades brasileiras, a lazer ou a trabalho. O tema escolhido pelo Conselho Nacional de Trânsito – “Você e a moto: uma união feliz” – tem o objetivo de chamar a atenção de condutores, caronas, pedestres e demais companheiros que dividem o espaço viário, para o uso apropriado e seguro deste meio de transporte importante para vencer os transtornos causados pelo inchaço das cidades.

Mas não há liberdade sem limites e não há responsabilidade sem conseqüências. E a conscientização dos limites e das conseqüências devidos ao uso da motocicleta precisa ser inculcada no motociclista, para que ele não venha a sofrer a desventura de acidentes que afetarão a sua vida.

O casamento do homem e motocicleta aconteceu para ser uma união feliz e duradoura, em que ambos se respeitem e se complementem no trânsito do dia-a-dia. É como o amor do cavaleiro e o seu cavalo concorrendo para alcançar a harmonia que os levará à perfeição do salto para a vitória.

E não há constância no relacionamento sem o conhecimento e a aceitação do outro parceiro. A motocicleta tem qualidades, mas também reúne defeitos próprios de sua personalidade instável e frágil que podem provocar acidentes quando de sua condução negligente. O seu uso consciente e eficaz trará vantagens aos que dela se servem quanto à diminuição do estresse causado pela perda de tempo em congestionamentos, ou em tentativas frustradas de paradas em estacionamentos.

A motocicleta encurta distâncias e abrevia o tempo da viagem, mas o emprego da velocidade além dos limites permitidos inibe os reflexos do condutor atirando contra o asfalto a vida apressada.

A motocicleta facilita a travessia no trânsito pesado dos carros, ônibus e caminhões, mas a fragilidade de sua arquitetura impõe a rigidez da condução em obediência às normas de trânsito e de segurança. A sua aproximação rápida do objeto se torna um fator surpresa que assusta e, muitas vezes, desequilibra emocionalmente motoristas e pedestres que transitam nas vias.

A manutenção periódica da motocicleta é um sinal de zelo pela vida. A emissão de poluentes e o barulho irritante que procede do escapamento acusam o desleixo do motociclista tanto com sua própria saúde, como também com a dos outros que o acompanham na garupa ou que circulam no mesmo ambiente urbano. A certificação das boas condições para o seu uso, mediante a verificação quanto à regulagem do motor, estado do escapamento e pneus são cuidados simples que, por si só, irão refletir na redução dos riscos de acidentes e da poluição do ar.

O capacete é um sinal de amor pela vida. Quando usado adequadamente e dentro das especificações técnicas requeridas, ele protegerá a cabeça de seus ocupantes de impactos causados por acidentes envolvendo terceiros no trânsito, ou simplesmente por quedas decorrentes da perda ocasional do equilíbrio.

Mas é na união da prudência do motociclista com a direção defensiva da motocicleta que o casamento entre “Você e a moto” alcançará longevidade, e a viagem a lazer ou a trabalho terminará sempre com um final feliz.

Carlos Alberto Ferreira dos Santos
Membro do Conselho Nacional de Trânsito

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Tema 2005

O tema da Semana Nacional de Trânsito deste ano reitera a preocupação do Conselho Nacional de Trânsito e dos órgãos e entidades que compõe o Sistema Nacional de Trânsito, com o ator principal das vias de trânsito – o pedestre – que atua no cenário da vida, nos homens e mulheres, jovens e adultos, crianças e idosos que transitam nas ruas, avenidas, estradas e rodovias das cidades brasileiras.

Em 2003 o tema escolhido – “Dê Preferência à Vida” – buscou exaltar o valor da vida humana, estupidamente abreviada no trânsito pela imprudência e intolerância de motoristas e pedestres que circulam despreocupados pelas vias.

No ano de 2004 também foi enfatizada a superioridade da vida sob o tema “O Trânsito é Feito de Pessoas – Valorize a Vida”, onde, novamente, buscou-se reafirmar a importância de valorizar-se a vida das pessoas, motorizadas ou não, no propósito comum de um trânsito seguro. Pessoas que diante da fragilidade da vida precisam se dispor a repensar suas ações, mudando hábitos e atitudes em favor da vida.

A asseveração da verdade exposta no tema escolhido para este ano - “No Trânsito Somos Todos Pedestres” - inclui cada cidadão como responsável pelo bem-estar dos seus semelhantes.

Não há distinção entre pedestres que circulam acobertados no espaço privado dos seus veículos automotores ou que dependem do transporte público para sua locomoção, e aqueles que apenas caminham livremente no ambiente urbano. Não há distinção entre pedestres indefesos que andam carregados no colo de seus pais ou no ventre de suas mães, e aqueles que dependem de outros para os guiarem nas calçadas e travessias das ruas. Nós somos todos pedestres, e carentes do amor fraterno de nossos irmãos.

Nestes dias corridos que atravessamos, a máxima do sábio Salomão - “Melhor é serem dois do que um” – desponta como uma verdade que não pode ser negligenciada no caminhar dos pedestres, seja a pé, de bicicleta ou motorizado sobre duas ou mais rodas. A questão da segurança individual passa pela necessidade de se conviver em coletividade e implica em romper-se o casulo do egoísmo, que mergulha as pessoas em uma vida solitária e acarreta riscos à continuidade da vida.

A instabilidade emocional dos motoristas na condução dos seus veículos tem se afirmado em reações contraditórias, comandadas segundo variações momentâneas do humor. Ao mesmo tempo em que atrasam o seu percurso parando para prestar socorro a acidentados, reagem agressivamente às palavras, ações ou gestos julgados como ofensas. A reação extemporânea de homens e mulheres diante de uma provocação no trânsito produz resultados imprevisíveis, que podem levar a seqüelas à saúde e a vida.

A conscientização de que somos todos pedestres precisa unir a sociedade em um cordão pela preservação da vida. Não há segurança em se viver segregado em ilhas fortalecidas pela arrogância da vontade própria.

Não é possível andar nas ruas sem se envolver com o seu próximo. Não é possível assistir a ruína de alguém que sai embriagado de um bar e não assumir a responsabilidade pela sua vida e a de outros como ele, que cruzarão o mesmo caminho a pé, de bicicleta, motocicleta, automóvel, ônibus ou caminhão.

Na vida... Nós somos todos pedestres em trânsito, que um dia prestarão contas do uso dado a essa dádiva soprada por Deus.

O egoísmo pela sobrevivência deveria nos impulsionar a ser responsáveis por cativar as pessoas que andam conosco na carreira do trânsito. Ao agir assim nos situaremos em harmonia no propósito universal de construir um ambiente de vida sustentável.


Carlos Alberto Ferreira dos Santos
Membro do Conselho Nacional de Trânsito.
(Ministério do Meio Ambiente)

Fonte: Ministério das Cidades/Denatran


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